Início Mundo Países árabes podem perder até US$ 194 bilhões com guerra no Irã

Países árabes podem perder até US$ 194 bilhões com guerra no Irã


Da redação

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) alertou nesta terça-feira que a escalada militar no Oriente Médio ameaça avanços econômicos e sociais recentes no Irã e região. Segundo relatório da agência, economias locais podem ter retração de 3,7% a 6,0% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa perdas de US$ 120 bilhões a US$ 194 bilhões, superando todo o crescimento registrado em 2025.

O estudo do Pnud simula os impactos da crise e destaca que a intensificação militar já pressiona os meios de subsistência, serviços essenciais e as perspectivas de desenvolvimento humano. O mercado de trabalho, segundo o relatório, deve sofrer aumento do desemprego em cerca de quatro pontos percentuais, levando à perda de 3,6 milhões de empregos. Além disso, a crise pode empurrar mais 4 milhões de pessoas para a pobreza.

O Pnud ressalta que as vulnerabilidades estruturais das economias árabes expõem ainda mais esses países a choques econômicos e políticos de curto prazo. A agência defende uma reavaliação estratégica das políticas fiscais, setoriais e sociais, e recomenda maior integração econômica, diversificação da matriz produtiva e fortalecimento das cadeias de suprimento.

Enquanto a insegurança alimentar cresce na região, o Programa Mundial de Alimentos (WFP) informou que 70 mil toneladas de ajuda humanitária estão retidas, afetando pessoas vulneráveis em áreas de conflito. O WFP também revelou que já fornecia assistência via Irã para cerca de 17 milhões de afegãos em situação crítica e, agora, será obrigado a deslocar suprimentos por rotas terrestres a partir de Dubai.

No setor marítimo, a Organização Marítima Internacional (OMI) confirmou o 19º ataque a embarcações no Estreito de Ormuz, resultando no incêndio de um navio-tanque carregado de combustível. A agência monitora a segurança de 20 mil marinheiros a bordo de até 2 mil navios parados na região, em uma situação sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.