Da redação
O Palmeiras encerrou agosto com déficit de R$ 39,6 milhões, acumulando resultado negativo de R$ 196 milhões em 2026, conforme balancete divulgado pelo clube. A diferença em relação ao orçamento projetado para agosto, que previa superávit de R$ 51,7 milhões, chegou a R$ 91,3 milhões.
Segundo a diretoria, não há preocupação no momento, pois esperam melhora nos próximos balancetes. O histórico mostra que dos oito primeiros meses do ano, apenas fevereiro teve superávit de R$ 20 milhões; os demais registraram sucessivos déficits. Janeiro teve saldo negativo de R$ 7,8 milhões; março, de R$ 26,8 milhões; abril, de R$ 21,2 milhões; maio, de R$ 30 milhões; junho, de R$ 58 milhões; julho, de R$ 32,3 milhões e agosto, de R$ 39,6 milhões.
A diretoria aponta que o impacto nas contas deve ser amenizado pela entrada de receitas de vendas de jogadores realizadas recentemente, que ainda não constam no balanço de agosto. O principal destaque é Allan, vendido ao Manchester City por 37,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 220 milhões), com possibilidade de mais 2,5 milhões de euros em bônus. O Palmeiras também negociou Kaique com o Sporting, de Portugal, e Riquelme Fillipi com o Inter Miami, dos Estados Unidos, operações que juntas ultrapassam R$ 50 milhões.
No orçamento anual, o clube previa arrecadar R$ 399 milhões com vendas de atletas. Recentemente, chegou perto dessa meta, sem contar possíveis receitas adicionais com jogadores emprestados, como Micael e Luighi, ou bônus por metas. Além das transferências, premiações das campanhas na Libertadores, Copa do Brasil e a continuidade na disputa do Campeonato Brasileiro devem influenciar o resultado financeiro final do exercício.



