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Paris anuncia mudança na Torre Eiffel para corrigir ausência histórica

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Da redação

Desde sua inauguração em 1889, a Torre Eiffel exibe no primeiro andar os nomes de 72 cientistas e engenheiros franceses, todos homens, em homenagem ao avanço do conhecimento humano da época. Essa exclusividade masculina, porém, está próxima do fim. Em março de 2025, a Prefeitura de Paris, em parceria com a Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE) e a associação “Femmes & Sciences”, iniciou projeto para criar uma nova faixa decorativa no monumento, incluindo 72 nomes de cientistas mulheres.

Na semana passada, a cidade de Paris revelou a lista preliminar das homenageadas, que ainda precisa ser validada pelas Academias de Ciências, Medicina e Tecnologia. “Essa nova adição restaurará às cientistas mulheres o lugar que lhes é devido nesse panteão científico”, informou comunicado no site oficial da Torre Eiffel.

A instalação da nova faixa está prevista “possivelmente” para 2027, segundo nota oficial. Entre os nomes selecionados estão Marie Curie (1867-1934), única pessoa a conquistar dois Prêmios Nobel em áreas diferentes (Física e Química), e Alice Recoque (1929-2021), pioneira da informática francesa e importante no desenvolvimento da inteligência artificial.

O presidente da SETE, Jean-François Martins, destacou que a homenagem ajuda a “inspirar gerações inteiras de cientistas” e torna a Torre Eiffel “um farol de humanismo, fiel ao espírito que a gerou”. A homenagem original foi idealizada por Gustave Eiffel, que liderou a construção do monumento de 330 metros.

Além de Curie e Recoque, a lista inclui nomes como Rosalind Franklin, Irène Joliot-Curie, Yvonne Choquet-Bruhat e outras importantes cientistas, reconhecendo a contribuição feminina à ciência e ampliando o legado histórico do famoso ponto turístico francês.