Início Distrito Federal Parlamentares pressionam Itamaraty por libertação de ativista do DF detido em Israel

Parlamentares pressionam Itamaraty por libertação de ativista do DF detido em Israel

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Por Alex Blau Blau

Deputados federais e distrital cobraram atuação mais firme do governo brasileiro após prisão de Thiago Ávila durante missão humanitária com destino à Faixa de Gaza

Um grupo de parlamentares brasileiros esteve reunido no Itamaraty para solicitar medidas mais contundentes do governo federal em defesa do ativista brasiliense Thiago Ávila, preso por autoridades israelenses durante uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. O encontro ocorreu nesta quarta-feira e contou também com a presença da esposa do ativista, Lara Souza.

Participaram da comitiva o deputado distrital Fábio Felix e as deputadas federais Erika Kokay, Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim. O grupo foi recebido pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Após a reunião, os parlamentares afirmaram que cobraram ações diplomáticas mais efetivas para garantir a libertação do brasileiro. Em manifestações públicas, integrantes da comitiva demonstraram insatisfação com a resposta apresentada até agora pelo governo brasileiro diante do caso.

Fernanda Melchionna afirmou que a atuação diplomática até o momento foi considerada insuficiente e defendeu uma postura mais firme das autoridades brasileiras. Já Erika Kokay declarou que Thiago Ávila participava de uma missão de caráter humanitário em apoio à população palestina quando acabou detido.

A esposa do ativista também pediu mobilização permanente das instituições brasileiras e da sociedade civil. Segundo Lara Souza, é necessário ampliar a pressão política e diplomática para garantir a liberdade do brasiliense.

Thiago Ávila viajava ao lado do ativista espanhol Saif Abu Keshek em uma embarcação ligada à flotilha Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza. O grupo foi interceptado por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia no fim de abril.

De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, o ativista brasileiro relatou ter sido mantido isolado, vendado e submetido a agressões físicas após a detenção. Segundo o relato apresentado aos advogados, ele teria sofrido espancamentos durante a abordagem, chegando a perder a consciência.

As autoridades israelenses apresentaram cinco acusações contra Thiago Ávila, todas relacionadas a suspeitas de associação com terrorismo e colaboração com o inimigo em período de guerra. Uma audiência judicial foi marcada para analisar a situação do brasileiro e a continuidade de sua prisão.

O caso provocou repercussão também no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente a prisão do ativista e pediu sua libertação imediata. Em declaração divulgada nas redes sociais, Lula classificou a detenção como injustificável e afirmou que a interceptação da flotilha representa afronta ao direito internacional. O governo brasileiro informou que acompanha o caso em conjunto com autoridades espanholas, já que outro integrante da missão também foi detido durante a operação israelense.