Da redação
Os deputados rejeitaram um projeto de lei que propunha legalizar a morte assistida na Inglaterra e no País de Gales, após quatro horas de debates no Parlamento britânico nesta sexta-feira (11). A proposta teve 286 votos contrários e 270 favoráveis, conforme divulgado por parlamentares.
O texto estabelecia que pacientes com expectativa de vida inferior a seis meses poderiam acessar a morte assistida mediante validação de dois médicos e um comitê de especialistas, sendo necessário que o próprio paciente administrasse a substância letal. Defensores alegaram que a proposta garantiria dignidade a adultos em fase terminal, enquanto opositores argumentaram que a medida poderia pressionar pessoas com deficiência e idosos.
Durante o debate, a deputada trabalhista Janet Daby afirmou que mudou de posição após as votações anteriores, relatando ter tido “pesadelos sobre a morte e o fato de morrer” após apoiar o projeto inicialmente. Lauren Edwards, também do Partido Trabalhista e responsável por reeditar a proposta, criticou a decisão dos parlamentares ao afirmar que a lei vigente é “simplesmente cruel demais e injusta para mantê-la como está”.
A rejeição da proposta distancia o Reino Unido de países como Bélgica, Suíça, Uruguai e Canadá, onde a morte assistida é permitida. Pesquisa da YouGov realizada em 7 de setembro aponta que 41% dos britânicos são favoráveis à legalização, enquanto 28% se dizem contrários. O primeiro-ministro Andy Burnham declarou que não participaria da votação para não influenciar o debate.





