Da redação
Parlamentares da Turquia aprovaram, nesta segunda-feira (10), um projeto de lei que concede anistia parcial a combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que depuserem as armas, suspende penas para certos crimes e permite retorno à vida civil, segundo imagens do Parlamento.
O texto, aprovado por 468 votos a favor, 88 contra e seis abstenções, não menciona Abdullah Ocalan, fundador do PKK preso há 27 anos em regime de isolamento. Conforme o governo, a medida não contempla Ocalan, mas, segundo o vice-presidente Cevdet Yilmaz, ele “estaria em condições de contribuir com o processo de paz”. O projeto exclui envolvidos em crimes graves, como homicídio.
A proposta foi apoiada pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), do presidente Recep Tayyip Erdogan, e pelo partido pró-curdo DEM, além do apoio público de Özgür Özel, líder da principal sigla opositora, a Yeni Parti. Turhan Çomez, deputado do Iyi, se opôs, questionando: “Como se pode negociar com terroristas? Disseram que iam depor as armas sem condições.” O Partido DEM teve atuação relevante nas negociações, iniciadas em outubro de 2024 com visitas de parlamentares à prisão de Ocalan.
Conforme legisladores, estima-se a liberação de cerca de 3.500 presos ligados ao PKK em uma primeira etapa, o que corresponde a aproximadamente um terço do total de detidos vinculados ao grupo. A iniciativa surge após o PKK anunciar sua dissolução, em maio do ano passado, seguido de uma cerimônia de desarmamento de militantes no norte do Iraque.





