Da redação
A composição da Esplanada do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já mobiliza partidos de centro e de esquerda. Partido Social Democrático (PSD), União Brasil, Progressistas (PP), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) discutem espaço, mas Lula ainda não aceitou os pleitos.
O PSD quer ao menos três ministérios: pretende manter Minas e Energia e Agricultura e busca uma terceira pasta de maior peso. Transportes e Cidades estão entre as opções. No partido, a avaliação é que Alexandre Silveira pode permanecer por mais algum tempo em Minas e Energia, enquanto Carlos Fávaro pode voltar à Agricultura.
União Brasil e PP pleiteiam, juntos, ao menos três ministérios, dois para o primeiro e um para o segundo. O União quer manter Integração e Desenvolvimento Regional e conquistar outra pasta; o PP mira Saúde. Lula sinaliza que a composição dependerá de votos no Congresso. No terceiro mandato, as bancadas não acompanharam integralmente as pautas do Planalto.
O PSB mira Cidades e aponta João Campos, presidente nacional da legenda. Um integrante da Executiva disse, sob reserva: “João Campos é o nome do partido para ocupar ministério. Gostamos do Ministério das Cidades. Há possibilidade de Ciência e Tecnologia”. A eventual permanência de Geraldo Alckmin não substituiria a cota partidária.
O PCdoB espera manter um ministério, hoje Ciência, Tecnologia e Inovação, comandado pela ministra Luciana Santos. “Deveria ampliar, mas temos um ministério no governo. Devemos continuar”, disse um integrante da Executiva. No Partido Socialismo e Liberdade (Psol), Talíria Petrone (Psol-RJ) foi ventilada, sem indicação formal ou pasta definida.




