Da redação
Uma estátua dourada de 4,6 metros representando o ex-presidente Donald Trump foi inaugurada na quarta-feira, 6, no campo de golfe Trump National Doral, em Miami. Empresários do setor de criptomoedas e apoiadores de Trump financiaram a obra, cuja consagração ocorreu durante uma cerimônia conduzida pelo pastor Mark Burns.
A estátua, batizada de “Don Colossus”, retrata Trump com o punho erguido, simbolizando o episódio em que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em junho de 2024. Segundo o autor, Alan Cottrill, houve indefinição sobre o destino da peça devido à demora no pagamento. Cottrill afirmou que recebeu o valor integral duas semanas antes da inauguração.
Durante o evento, Mark Burns buscou afastar comparações com o chamado “bezerro de ouro” do Antigo Testamento, referência à idolatria proibida tanto por judeus quanto por cristãos. “Permitam-me dizer claramente: isto não é um bezerro de ouro”, declarou Burns na rede social X, logo após a cerimônia.
O pastor ressaltou que o objetivo da estátua seria prestar homenagem, não adoração religiosa. “Esta estátua não é sobre adoração. É sobre honra”, afirmou. Apesar da explicação, o religioso relatou que continuou recebendo críticas, destacando a “rapidez com que algumas pessoas compararam esta linda estátua […] com um bezerro de ouro ou com a idolatria”.
Nos últimos anos, o entusiasmo de parte dos apoiadores de Trump tem sido tema de debates, com comparações a práticas de cultos religiosos. Sobreviventes do atentado de 2024 veem sua sobrevivência com apenas um ferimento leve como indicativo de intervenção divina, segundo relatos.
A cerimônia não contou com a presença de Alan Cottrill, responsável pela escultura. Ao ser questionado, Cottrill relatou: “No dia seguinte instalei a estátua na Flórida. E não, não fui convidado para a inauguração.”







