Da redação do Conectado ao Poder
Presidente do banco destaca estratégia que transformou a instituição regional em plataforma nacional com 9 milhões de clientes

O presidente do Banco BRB, Paulo Henrique Costa, revelou em entrevista recente os caminhos percorridos pela instituição para deixar de ser um banco regional e conquistar espaço no cenário nacional e internacional. “A gente tinha um desafio de deixar de ser um banco local e se transformar num banco nacional, e escala era fundamental”, afirmou. A estratégia adotada, no entanto, foi inovadora: ao invés de seguir o modelo tradicional, o BRB optou pela digitalização.
A principal virada ocorreu com a parceria firmada com o Flamengo. “Foi o maior passo que a gente deu”, destacou Costa. O acordo não apenas impulsionou a marca do BRB em todo o país, como também atraiu 4 milhões de novos clientes diretamente ligados à iniciativa. “Hoje a gente se tornou o banco da maior torcida do país com 9 milhões de clientes.”
Segundo o executivo, a construção desse novo posicionamento passou pela compreensão de que “não dava para fazer nada sozinho”. O BRB passou a atuar como um ecossistema de serviços financeiros, realizando fusões, aquisições e parcerias com grandes nomes do setor. “A gente passou a se ver não como uma empresa isolada, mas como uma plataforma”, explicou.
Para além dos resultados financeiros, Paulo Henrique destacou o propósito do BRB como banco público: “Nosso principal propósito é transformar vidas”. A instituição atua em diversas frentes, como o financiamento habitacional, programas sociais, apoio ao esporte e entretenimento, além da oferta de cartões com benefícios internacionais. O executivo reforça que o objetivo é ir além do atendimento racional. “A gente não quer ser o banco só do bolso e da cabeça dos nossos clientes. A gente também quer ser o banco do coração e da alma.”
Mesmo com presença em 97% do território nacional e clientes em 39 países, o BRB busca manter a proximidade regional. “Todos nós entendemos que não existia espaço para ter um banco que atua regionalmente, simplesmente”, disse Costa. O modelo adotado se assemelha ao de franquias, replicando a estratégia bem-sucedida em Brasília nas novas regiões, sem perder a identidade local.





