Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou seis inquéritos para apurar o envolvimento dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, nas mortes de outros seis pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os profissionais já estão presos, acusados do assassinato de três pessoas na mesma unidade, e agora são investigados por mais óbitos.
A investigação, conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), confirmou que os três técnicos atuavam no hospital no período em que as mortes ocorreram. As vítimas, com idades entre 73 e 83 anos, morreram após paradas cardiorrespiratórias. Marcos Vinícius responderá por três homicídios triplamente qualificados, falsificação de documento particular (duas vezes) e uso de documento falso (duas vezes). Marcela foi indiciada pelos três homicídios, e Amanda, por duas mortes.
Segundo o delegado Wisllei Salomão, chefe da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa da PCDF, a pena dos dois primeiros pode chegar a até 90 anos de prisão, enquanto Amanda pode ser condenada a até 60 anos.
Os assassinatos vieram à tona após o Hospital Anchieta informar a polícia, na véspera de Natal de 2025, sobre suspeitas levantadas pela Comissão de Óbitos. Com análise de prontuários e imagens de câmeras, foi identificado comportamento suspeito dos técnicos em dois casos. A auditoria interna revelou um terceiro óbito suspeito em 1º de dezembro e, após sua conclusão, a polícia foi acionada.
A operação envolveu a CHPP, o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística, que cumpriram mandados de busca em 12 de janeiro. Três dias depois, os técnicos foram presos temporariamente em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO). As investigações apontam Marcos como o responsável por injetar substâncias letais nas vítimas.





