Na tarde de quinta-feira (19), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 9ª DP – Lago Norte, deflagrou a operação “Rastro Oculto” com o fim de desmantelar um grupo criminoso especializado e responsável por uma série de furtos a residências, em especial nas regiões do Lago Norte e Lago Sul. As apurações mostravam que o grupo era formado por três pessoas, sendo dois homens responsáveis por entrarem nas casas furtadas e subtraírem os objetos, e uma mulher responsável por dar suporte no interior do carro de apoio ao crime, levar e sair com os criminosos dos locais.
Os ladrões davam preferência a casas localizadas em regiões nobres do DF, como o Lago Norte e o Lago Sul, quando subtraíam predominantemente joias das casas, além de valores em espécie e eletrônicos. Em apenas um dos crimes, o grupo deu um prejuízo superior a R$ 400.000,00 aos moradores. O grupo contava com uma organização bem delimitada e demonstrava a utilização de técnicas especializadas na prática dos crimes, com o fim de dificultar o trabalho policial.
Os criminosos usavam materiais que impediam a coleta de vestígios por parte da perícia técnica nos locais do crime, além de utilizarem carros com placas clonadas durante suas ações. Ainda assim, policiais da 9ª DP realizaram uma minuciosa investigação que contou com a análise de várias horas de imagens de monitoramento espalhadas pelo Distrito Federal, além de cruzamentos de dados e informações que, por fim, culminaram na identificação de dois integrantes da associação criminosa. A 9ª DP representou pela prisão preventiva e buscas e apreensões contra a dupla, as quais foram deferidas pela Justiça.
A mulher foi presa pela 9ª DP na região de Ceilândia, quando se deslocava com um dos carros utilizados nos crimes, o qual foi apreendido. Já em sua casa localizada em Samambaia, por sua vez, foram localizadas placas de carros usadas nos delitos. O segundo alvo da ação não foi localizado e se encontra foragido. As investigações ainda seguem no sentido de identificar/qualificar o terceiro integrante do grupo.
Os criminosos irão responder por associação criminosa, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com penas que somadas superam os 15 anos de prisão. As diligências policiais seguem também contra os receptadores dos bens subtraídos. O Delegado-Adjunto da 9ª DP, Ronney Marcelo, destaca e enfatiza que: “As investigações conduzidas de forma técnica e estratégica mostram o compromisso permanente da PCDF no enfrentamento qualificado à criminalidade. A 9ª DP não irá descansar até concluir a responsabilização e prisão de todos os envolvidos nessa teia criminosa”.
Fonte: PCDF






