Início Brasil Caiado critica PEC da Segurança como presente para facções no Brasil

Caiado critica PEC da Segurança como presente para facções no Brasil

Da redação do Conectado ao Poder

O pré-candidato à Presidência afirma que proposta desestrutura operações contra o crime organizado.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou a proposta da PEC da Segurança Pública, afirmando que a medida será um grande presente para as facções que atuam no Brasil. Durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Caiado declarou que, se aprovada, a PEC concentrará o combate ao crime organizado na Polícia Federal, o que, segundo ele, poderá permitir que as facções como PCC e Comando Vermelho operem com maior liberdade.

“A concentração na PF é para dizer: crime, PCC, Comando Vermelho, pode andar em paz. Essa PEC aqui vai liberar vocês total. Liberou geral. Aprove a PEC, tire poder dos estados, dos governadores, da Polícia Militar, da Polícia Civil. Isso é o maior presente que pode se dar às facções no país”, afirmou Caiado.

O governante, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, também ressaltou a precarização da Polícia Federal, alegando que a instituição não tem estrutura suficiente para desempenhar adequadamente suas funções. “Ela acabou de receber uma determinação do governo federal de que todos os CACs [colecionadores, atiradores e caçadores] do Brasil saíram da responsabilidade do Exército e passaram para a PF”, explicou Caiado, destacando a insuficiência de recursos e pessoal na PF em Goiás, onde há apenas 43 delegados e 138 agentes para atender a uma demanda crescente.

A proposta da PEC visa integrar as forças policiais e criar diretrizes nacionais no combate ao crime. Em resposta às críticas, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que a medida tem como objetivo fortalecer o combate ao crime organizado, promovendo uma comunicação eficiente entre as forças de segurança. “Não podemos atacar essas mazelas pontualmente. Temos que propor algo holístico e sistemático”, disse Lewandowski.

A divergência entre Caiado e Lewandowski ilustra a tensão e o debate em torno da segurança pública no Brasil, especialmente em um momento em que as facções criminosas surgem como uma preocupação crescente para o governo e para a sociedade.