Da redação
Pedrinho, afastado da presidência da SAF do Vasco por decisão judicial, detalhou nesta quarta-feira (25) os bastidores da demissão de Renato Gaúcho. Em entrevista ao canal Atenção, Vascaínos, ele apontou divergências sobre postura em entrevistas e expectativas de reforços como fatores para o fim do trabalho no clube.
Pedrinho explicou que a contratação de Renato ocorreu para recuperar a confiança do elenco, abalado por um período de desgaste emocional. Segundo ele, o treinador promoveu mudanças positivas inicialmente, mas a relação começou a se deteriorar nas semanas seguintes, principalmente por falas públicas do treinador.
O dirigente afirmou que Renato Gaúcho transferiu responsabilidade pelos resultados para os jogadores durante coletivas, o que ampliou a pressão sobre o grupo, já desacreditado pela torcida. “As entrevistas me incomodavam. Ele direcionou um míssil muito forte para os atletas, que já estavam desacreditados pela torcida”, destacou Pedrinho.
Apesar dos elogios à trajetória profissional de Renato, Pedrinho avaliou que faltou autocrítica ao treinador antes de responsabilizar a equipe. Para o presidente, declarações sobre a necessidade de reforços e limitações do elenco provocaram desconforto interno. “Falar que não faz milagre incomodava”, relatou.
No entanto, Pedrinho frisou que o principal motivo da demissão foi um contexto esportivo. “A decisão foi por uma questão de qualidade no dia a dia e sobre aspectos de jogo que entendíamos que não iríamos progredir”, explicou. Divergências sobre reforços também pesaram, mas o dirigente negou prometer contratações sem garantia de aporte financeiro.
Sem a presença de Pedrinho nas decisões, o Vasco busca um novo treinador após a saída de Renato Gaúcho. O nome mais forte é o do português Vasco Matos, ex-Santa Clara. Paralelamente, o clube negocia a venda da SAF e tenta reorganizar o departamento de futebol para a sequência da temporada.




