Da redação
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam neste domingo (7) o segundo turno das eleições presidenciais no Peru, segundo pesquisas recentes. O pleito ocorre em meio à persistente crise política nacional. Ambos tentam conquistar a preferência de um eleitorado dividido após anos de instabilidade no país.
Nas últimas décadas, o Peru enfrentou rotatividade presidencial elevada e escassez de partidos dominantes no Congresso. Apenas três legendas permaneceram na Casa de Pizarro entre 2001 e 2021. Segundo especialistas, a falta de controle para a formação de partidos e a informalidade do mercado de trabalho, que atinge 71,4% dos peruanos, contribuem para o cenário volátil.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, busca reforçar sua plataforma na segurança pública, adotando o legado do pai. “Volta Fujimori, volta a ordem”, afirma a candidata, que também declarou que “desde o primeiro dia, agiremos com firmeza”. Ainda assim, Keiko teve passagens pela prisão entre 2018 e 2019 sob acusações de suborno.
Por outro lado, Sánchez procura ampliar sua base, selando alianças políticas e prometendo manter a autonomia do Banco Central. Ele responde a uma investigação aberta na última sexta-feira (5), acusado de falsas declarações sobre financiamento partidário. Sua campanha faz referência visual ao ex-presidente Castillo, preservando a intenção de indultá-lo e de propor uma nova constituição.
A insegurança pública é apontada como principal problema por 46,8% dos eleitores, atrás apenas da corrupção, conforme pesquisa AtlasIntel. Na última sondagem do Ipsos, Keiko lidera com 40,4% das intenções e Sánchez aparece com 38,3%, cenário de empate técnico. Brancos e nulos somam 21,3%.
O caráter recorrente deste embate reflete o clima de desconfiança e antipatia histórica ao fujimorismo, questão central que levou Keiko à derrota nos últimos pleitos. O Peru chega a este domingo após nove presidentes em dez anos e permanece cercado de incertezas institucionais e sociais.





