Início Ciência e tecnologia Pesquisadores da Universidade de Akita implantam energia geotérmica sustentável no Tajiquistão

Pesquisadores da Universidade de Akita implantam energia geotérmica sustentável no Tajiquistão


Da redação

Pesquisadores da Universidade de Akita, no Japão, desenvolvem no Tajiquistão um projeto de implementação de sistemas de aquecimento baseados em energia geotérmica de baixa profundidade, com o objetivo de substituir o uso de carvão para aquecimento residencial, segundo informações da plataforma ScienceJapan. O sistema, que utiliza o calor estável do solo a poucos metros de profundidade, é considerado alternativa diante da severa escassez energética enfrentada pelo país durante o inverno, quando aumentam os apagões e o consumo de carvão.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o equipamento opera circulando fluido anticongelante ou água subterrânea por tubos enterrados, o que possibilita ajustar a temperatura interna dos prédios. Conforme os envolvidos, a tecnologia pode reduzir em 30% a 50% o consumo de energia elétrica nas residências em comparação aos sistemas convencionais de aquecimento, que perdem eficiência em climas adversos. No Japão, a solução já é empregada em locais como a prefeitura de Akita e o aeroporto de Haneda, além de sistemas para derretimento de neve em estradas.

O Tajiquistão, que obtém aproximadamente 96% de sua eletricidade de hidrelétricas, enfrenta dificuldades no inverno devido ao congelamento dos rios e à diminuição da água oriunda da neve, obrigando muitas famílias a consumir até cinco toneladas de carvão por estação fria. Fumiaki Inagaki, decano da Escola de Pós-Graduação em Ciências de Recursos Internacionais da Universidade de Akita e líder do projeto, afirmou que a fonte geotérmica pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e as emissões de dióxido de carbono.

A iniciativa faz parte do programa Parceria de Pesquisa em Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável (SATREPS) e inclui, além de testes em campo, o uso de inteligência artificial para mapear o potencial geotérmico. Segundo os organizadores, obstáculos como restrições de viagens e carência de formação científica local foram enfrentados com apoio remoto. A conclusão do projeto está prevista para a primavera de 2027, com continuidade das ações por meio de colaboração internacional.