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Pesquisadores encontraram dois receptores do cérebro que ajudam a ativar enzima que limpa placas associadas ao Alzheimer

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Da redação

Cientistas descobriram dois receptores cerebrais capazes de ativar uma enzima responsável pela remoção de placas de beta-amiloide, associadas ao avanço do Alzheimer. Essas placas proteicas, que se acumulam entre neurônios, são um dos principais fatores no desenvolvimento da doença e aceleram o comprometimento cognitivo dos pacientes.

A pesquisa, realizada em laboratórios especializados, mostrou que a ativação desses receptores aumenta tanto a produção quanto a atividade da enzima degradadora de beta-amiloide. Essa enzima fragmenta as proteínas em partes menores, facilitando sua eliminação pelas células de defesa do sistema nervoso central. Os cientistas ainda buscam detalhar como ocorre a sinalização entre os receptores e a enzima, mas já identificaram que o processo envolve uma cascata molecular que potencializa a limpeza.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa marcada pela perda progressiva de memória e causada, em parte, pela formação dessas placas extracelulares. Até o momento, os tratamentos disponíveis aliviam sintomas, mas não removem diretamente os depósitos de beta-amiloide. O funcionamento natural dessa enzima, no entanto, é restrito no cérebro, o que limita sua eficiência.

Os receptores foram encontrados em áreas cerebrais ligadas à memória e aprendizagem. Em testes de laboratório, pesquisadores constataram que substâncias específicas podem ativá-los e elevar a expressão gênica da enzima. No entanto, são necessários novos ensaios em modelos animais para avaliar eficácia e segurança antes de possíveis aplicações em humanos.

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de medicamentos que, ao estimular esses receptores, reforcem a capacidade do próprio cérebro de eliminar placas de beta-amiloide. Futuras etapas da pesquisa incluem estudos mais amplos e a criação de compostos capazes de atingir essas estruturas com precisão.