Da redação
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou nesta quinta-feira (12) pesquisas eleitorais que indicam empate técnico entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026. Segundo Boulos, os levantamentos, como o feito pela Quaest que aponta ambos com 41% das intenções de voto no segundo turno, servem de alerta para a necessidade de maior mobilização do governo e aliados.
Durante encontro com movimentos sociais em Aracaju, Boulos pediu que militantes do PT e lideranças populares não se intimidem com o cenário apontado pelas pesquisas, que classificou como “terrorismo”. Para o ministro, a eleição deste ano será uma “guerra” e deve ser tratada com seriedade e empenho: “A batalha já começou, não achem que será apenas em outubro”, afirmou, destacando que haverá confronto direto de ideias com os adversários.
Boulos afirmou que, no momento oportuno, o governo irá expor investigações como o suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro no esquema de rachadinhas na Alerj. Ele avaliou positivamente a divulgação das pesquisas: “A pior coisa é entrar numa eleição achando que já ganhou. Foi um alerta para a militância de que vamos enfrentar uma batalha que vai precisar de todo mundo.”
O ministro também ressaltou o impacto internacional do pleito de 2026, dizendo que a eleição definirá o posicionamento do Brasil diante das pressões dos Estados Unidos. Ele ainda defendeu que militantes respondam a provocações dos adversários, citando as investigações da Polícia Federal sobre o banco Master e fraudes no INSS.
Questionado sobre a possibilidade de migrar do PSOL para o PT após o partido não avançar em uma federação com os petistas, Boulos preferiu não comentar. O ministro cumpriu agenda em Aracaju juntamente com Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, durante a 8ª edição do Governo do Brasil na Rua.








