Início Economia Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio

Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio


Da redação

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu à guerra no Oriente Médio o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira (13). Em entrevista coletiva, Chambriard afirmou que o cenário internacional levou ao reajuste e que os preços de combustíveis estão sob monitoramento diário pela estatal. Segundo a Petrobras, não há previsão de aumento para a gasolina no momento.

Chambriard destacou que o diesel vinha em uma trajetória de queda nos últimos anos e que o conflito internacional foi determinante para a alta. “A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço”, disse. Ela ressaltou que a Petrobras mantém o fornecimento acima do pactuado às distribuidoras e que não existe justificativa para aumentos abusivos ao consumidor final.

A executiva apontou que, sem as medidas do governo federal — que zerou as alíquotas do PIS e Cofins na importação e comercialização do diesel — o reajuste seria de R$ 0,70. Com a suspensão dos tributos e uma medida provisória que concede subvenção, o aumento foi reduzido para R$ 0,06 por litro, segundo cálculos do Ministério da Fazenda. “O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório”, afirmou.

Apesar da estabilidade no preço da gasolina, Chambriard mencionou relatos de aumentos nos postos, negando qualquer motivo para tal. Ela pediu que não haja repasses especulativos e ressaltou que a Petrobras não controla a revenda nos postos, função exercida pela Vibra Energia desde a privatização da BR Distribuidora, em 2019.

Por fim, a presidente da Petrobras apelou aos governos estaduais para que também reduzam impostos sobre combustíveis, alinhando-se à ação do governo federal em benefício da sociedade brasileira.