Da redação
Os preços do petróleo encerraram a sexta-feira (20) em alta, impulsionados pela persistência do conflito no Oriente Médio e pelo temor de interrupções prolongadas no mercado global de petróleo bruto. O barril do Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,26%, alcançando US$ 112,19. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos e com entrega em abril, avançou 2,27%, cotado a US$ 98,32, em seu último dia de negociação.
Segundo Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, o mercado espera a normalização dos fluxos energéticos globais, mas, até o momento, não há sinais concretos de progresso. O transporte naval pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece bloqueado.
Nos últimos dias, o conflito escalou com ataques a instalações de produção de petróleo e gás. Na quinta-feira (19), o Irã lançou ataques com drones contra uma refinaria na Arábia Saudita e outras duas no Kuwait. Na véspera, a maior usina de gás natural liquefeito do mundo, no Catar, sofreu danos significativos após ataques iranianos, em resposta a bombardeios israelenses no campo de gás South Pars/North Dome.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu na quinta-feira que Israel encerre os ataques à infraestrutura energética iraniana, e foi atendido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que também declarou que a guerra acabaria “antes do que as pessoas pensam”. Tal anúncio provocou queda inicial nos preços do petróleo bruto, mas analistas, como Rasmussen, avaliam que mesmo com o fim do conflito, os preços não retornarão aos níveis anteriores, devido à necessidade de recompra de estoques por países importadores.
Em reação ao cenário, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 426 milhões de barris de reservas, principalmente de petróleo bruto, como determinado em meados de março.







