Por Alex Blau Blau
Relatório da Operação Sem Desconto indica que empresas ligadas ao esquema eram utilizadas para custear despesas pessoais com dinheiro obtido por meio de descontos irregulares
A Polícia Federal afirma que parte dos recursos desviados de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi utilizada para pagar despesas particulares de integrantes do esquema investigado na Operação Sem Desconto. Entre os gastos identificados está uma cirurgia plástica de R$ 27 mil realizada pela esposa do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
De acordo com o relatório da investigação, o procedimento foi custeado por uma empresa apontada como integrante da estrutura financeira usada para movimentar os valores desviados. A companhia seria controlada por um operador financeiro investigado pela Polícia Federal.
Os investigadores informam que a conclusão foi baseada na análise de mensagens encontradas nos aparelhos celulares dos envolvidos. Entre os registros está uma conversa sobre o procedimento cirúrgico e um comprovante de pagamento no valor de R$ 27 mil, que, segundo a PF, foi quitado com recursos da empresa investigada.
Ainda conforme o inquérito, os valores arrecadados por meio de descontos associativos considerados irregulares eram distribuídos entre empresas ligadas ao grupo e posteriormente utilizados para cobrir despesas pessoais da família do principal investigado.
A Polícia Federal também aponta que outras empresas integrariam a mesma estrutura financeira, funcionando como canais para movimentação dos recursos e pagamento de gastos particulares. As investigações prosseguem para apurar a participação de todos os envolvidos e o destino dos valores desviados dos beneficiários do INSS.





