Da redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17/3), a Operação Guardião Digital para combater crimes cibernéticos ligados à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ofensiva ocorreu simultaneamente em 17 unidades da Federação, com cumprimento de dezenas de mandados judiciais.
Ao todo, 35 ordens de busca e apreensão foram expedidas para identificar suspeitos de armazenar, compartilhar, produzir e comercializar conteúdos ilegais na internet. Segundo a PF, a ação faz parte de uma estratégia permanente de combate a crimes que afetam diretamente a dignidade de vítimas vulneráveis.
O balanço parcial indica o cumprimento de 33 mandados, além de oito prisões em flagrante. Durante as diligências, também foram realizadas uma prisão preventiva e uma prisão provisória.
A operação coincide com a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025, o ECA Digital, que traz novas ferramentas de proteção no ambiente virtual. Entre as novidades está o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, que funcionará na própria Polícia Federal e será responsável por receber notificações de provedores sobre violações da dignidade sexual de menores.
Os mandados ocorreram nos estados do Amapá (2), Amazonas (1), Bahia (2), Distrito Federal (1), Espírito Santo (4), Goiás (2), Minas Gerais (3), Mato Grosso do Sul (1), Mato Grosso (1), Pará (1), Paraíba (1), Paraná (2), Pernambuco (1), Piauí (2), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Norte (1), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (2) e São Paulo (4). A PF reforçou a importância da vigilância de pais e responsáveis sobre o uso da internet por crianças, destacando o acompanhamento das atividades online, o diálogo e o incentivo à denúncia de situações suspeitas.







