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PF identifica e prende mergulhadores acusados de esconder 155 kg de cocaína em navio


Da redação

A Polícia Federal no Amapá prendeu Ângelo Lourenço Bonfogo, Ricardo de Souza Silva e Harrison Magalhães da Silva, após investigações apontarem que o grupo teria acoplado 155 quilos de cocaína no casco de um navio no porto de Santana, com destino à Europa. A operação teve início a partir de uma denúncia anônima, que informou que um homem chamado Ângelo viajaria de São Paulo a Macapá para executar a missão.

De acordo com o inquérito policial, após monitoramento e campana, agentes flagraram o trio adquirindo equipamentos de mergulho em uma loja de Macapá. Posteriormente, eles saíram à noite em uma embarcação com cilindros de ar comprimido, retornando após a meia-noite vestindo roupas de mergulho. As buscas na área submersa do navio Dyna Floresta resultaram na apreensão da droga. Conforme a Polícia Federal, câmeras de segurança registraram a chegada da embarcação ao porto, e as evidências justificaram pedidos à Justiça para quebras de sigilo e buscas, ambos autorizados.

A defesa dos acusados, representada pelo advogado Jorge Zanette, contesta os procedimentos da investigação, alegando ilegalidade na campana policial e que seus clientes foram torturados na prisão e fora dela. Alega ainda que os réus planejavam roubar o entorpecente, não exportá-lo, e questiona a acusação de tráfico internacional. No fim do ano passado, todos foram condenados a 12 anos de prisão por tráfico internacional e associação para o tráfico, mas recorrem da sentença.

Segundo a Polícia Federal, a atuação de mergulhadores para acoplar drogas em navios ocorre em outros estados e envolve facções diversas, como o Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho no Rio de Janeiro e o Primeiro Grupo Catarinense em Santa Catarina. O Ministério Público afirma que núcleos atuam por meio de cadeias logísticas e empresas de carga, utilizando diferentes técnicas para viabilizar o tráfico internacional de entorpecentes.