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PF quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso Master


Da redação

A Polícia Federal quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master. A decisão, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 6 de janeiro, teve o sigilo retirado nesta sexta-feira (16). As quebras incluem movimentações entre os dias 20 e 21 de outubro de 2025, conforme solicitação da PF e aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação indica indícios de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais. “Há elementos suficientes que apontam para o aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais”, afirmou Toffoli.

O ministro determinou ainda o sequestro e bloqueio de bens de 38 envolvidos, com valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões, medidas que integram a segunda fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

Segundo o Estadão, Zettel é dono dos fundos de investimento da Reag Investimentos, que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no Paraná, avaliada, à época, em R$ 6,6 milhões. Documentos apontam que Zettel foi único cotista do fundo Leal entre 2021 e 2025, usando este e outro fundo para aportar R$ 20 milhões no empreendimento, do qual os familiares de Toffoli são principais acionistas.

Procurados, Dias Toffoli, seus irmãos, a administração do resort e a Reag não se manifestaram. O ministro não tem participação direta no Tayayá, mas frequenta o local. Zettel confirmou ter sido cotista do fundo, afirmando ter deixado o investimento em 2022; já a defesa de Vorcaro disse desconhecer os negócios dos fundos. O primo do ministro, Mario Umberto Degani, não foi localizado.