Da redação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra o pedido de afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão. O pedido, feito pelo PCdoB, acusa Brandão de descumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinaram o afastamento de auxiliares do governo por prática de nepotismo.
No parecer, a subprocuradora-geral Claudia Sampaio Marques afirmou não haver elementos suficientes para justificar o afastamento imediato do governador. A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal como resposta à solicitação do partido.
Carlos Brandão, atualmente sem filiação partidária, foi alvo da ação após alegações de que não teria cumprido ordens judiciais proferidas pelo STF acerca da exoneração de servidores com vínculos de parentesco em seu governo. As decisões anteriores do ministro Alexandre de Moraes buscavam combater o nepotismo na administração estadual.
A PGR ressaltou a necessidade de maiores esclarecimentos e controle judicial antes da tomada de medidas mais severas, como o afastamento de um chefe do Executivo estadual. Segundo Claudia Sampaio Marques, a medida extrema só deve ser adotada mediante provas concretas de descumprimento deliberado das determinações judiciais.
O pedido de afastamento segue em análise no STF. Até o momento, não há decisão definitiva sobre o eventual afastamento de Carlos Brandão do cargo de governador do Maranhão.





