Da redação
A Polícia Civil de São Paulo pediu, na última quarta-feira (1º), a prisão preventiva do piloto Sergio Antonio Lopes, 60, suspeito de liderar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público após a conclusão do inquérito conduzido pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, que também indicia outras cinco mulheres envolvidas no caso.
Segundo o inquérito, foram identificados 11 crimes cometidos pelo grupo, com 11 vítimas, sendo dez delas menores de idade — uma a mais do que inicialmente apurado. Como os delitos foram individualizados para cada vítima, os suspeitos podem responder por mais de cem infrações penais.
Sergio Antonio Lopes está preso temporariamente desde 9 de fevereiro, quando foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, prestes a embarcar para o Rio de Janeiro. À época, o piloto era funcionário da Latam, que o demitiu após a polícia comunicar o envolvimento dele nos crimes sob investigação. A prisão preventiva, diferente da temporária, não tem prazo determinado.
Entre os crimes atribuídos ao grupo estão estupro de vulnerável; produção, posse, aquisição, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil; aliciamento; perseguição; coação; favorecimento à prostituição infantil; divulgação de cenas pornográficas com crianças; falsa identidade e organização criminosa.
A advogada do piloto, Claudia Apolonia Barbosa, disse confiar na sensibilidade do Judiciário e ressaltou que Lopes se submeteu a cirurgia e tratamento que teriam alterado seu comportamento. A Secretaria de Segurança Pública confirmou a conclusão do inquérito, mas informou que o caso tramita em segredo de Justiça.







