Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desafios no Nordeste em 2024, região que foi decisiva em sua vitória em 2022. Embora siga liderando entre os eleitores nordestinos, a aprovação ao governo e o apoio ao petista sofreram queda, enquanto aumentou sua rejeição. O cenário se agrava com divisões na base aliada em ao menos seis dos nove estados nordestinos.
Segundo o Datafolha, em março de 2022, 27% dos eleitores do Nordeste afirmavam que não votariam em Lula; hoje são 33%. No segundo turno de 2022, Lula teve 67% dos votos no Nordeste contra 26% de Jair Bolsonaro (PL). Na pesquisa atual, Lula marca 59% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A margem de erro nas duas pesquisas é de 4 pontos percentuais.
A avaliação positiva do governo caiu de 49% em setembro de 2023 para 41% em 2024, enquanto a rejeição subiu de 21% para 29%. Por outro lado, a rejeição a Flávio Bolsonaro chegou a 52%, ainda abaixo dos 64% registrados por Jair Bolsonaro às vésperas do primeiro turno em 2022.
Além dos números, pesam as disputas internas e rachas partidários em estados como Piauí, Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Paraíba. No Piauí, por exemplo, o governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias (PT) se desentenderam sobre a escolha do vice. Na Bahia e Ceará há disputas sobre sucessões e formação de palanques.
A situação é agravada por conflitos entre partidos da base e excesso de candidaturas, o que pode dividir apoios locais e prejudicar o desempenho de Lula na região, vista como essencial para sua eventual reeleição.







