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Pix embala a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro após ataques dos EUA

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Da redação

O sistema de transferências instantâneas Pix voltou ao centro do debate político brasileiro após críticas de autoridades dos Estados Unidos. Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA apontou supostos prejuízos do Pix a empresas americanas de cartões de crédito e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no ambiente regulatório do serviço. Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que houve distorções no entendimento sobre o funcionamento da ferramenta, criada pelo Banco Central.

As críticas internacionais impulsionaram a disputa entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL), principais nomes na corrida presidencial. “O Pix é do Brasil. E ninguém vai mexer no que é nosso e que facilita a vida de milhões de brasileiros e de brasileiras”, declarou Lula em evento em Salvador, na quinta-feira (2). Nas redes sociais, aliados do governo associaram Flávio ao documento americano.

Flávio Bolsonaro rebateu a ligação, chamando de “fake news” a afirmação de que pretendia acabar com o Pix. “O Pix já é um legado brasileiro, um legado muito importante e criado pelo presidente Bolsonaro”, afirmou em vídeo. Recentemente, Flávio exaltou sua relação com o governo Trump em eventos nos EUA, enquanto apresentava Lula como antiamericano e citava a oferta de terras raras brasileiras aos EUA.

Em 2025, os EUA intensificaram as críticas ao abrir investigação comercial contra o Brasil, incluindo o Pix entre possíveis práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos. Segundo relatório americano, o Brasil “parecia se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico”.

Lançado em 2020 durante o governo Jair Bolsonaro, o Pix se tornou popular pela gratuidade e praticidade. Bolsonaristas associam sua criação a Bolsonaro, embora tenha sido desenvolvido por técnicos do Banco Central desde o governo Michel Temer. Em janeiro de 2025, um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre supostas taxas do Pix viralizou, levando o governo a editar medida provisória para negar cobranças adicionais.