Início Economia Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão

Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão


Da redação

O Pix por aproximação, modalidade criada para agilizar as transações via Pix, completa um ano neste sábado (28) ainda com baixa adesão do público. Números do Banco Central mostram que, em janeiro, apenas 0,01% das operações Pix e 0,02% do valor total movimentado utilizaram a tecnologia. De 6,33 bilhões de transferências realizadas no mês, somente 1,057 milhão foi por aproximação, somando R$ 568,73 milhões de um total de R$ 2,69 trilhões.

Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), as restrições de segurança do Banco Central e os limites operacionais explicam o ritmo lento de adesão. Ele ressalta, porém, que há tendência de crescimento, especialmente no setor empresarial, e que o potencial da ferramenta é grande à medida que mais empresas passam a oferecer a solução e ampliar seus casos de uso.

A modalidade já demonstra evolução. Em julho de 2023, cinco meses após seu lançamento, o Pix por aproximação registrava somente 35,3 mil transações. Em novembro, superou a marca de 1 milhão, saltando de R$ 95,1 mil movimentados em julho para R$ 133,151 milhões em dezembro.

Para garantir a segurança, o Banco Central impôs limite de R$ 500 por transação via Google Pay. Nos aplicativos das instituições financeiras, também obrigadas a oferecer o serviço, os limites podem ser personalizados pelo usuário, inclusive com teto diário.

O principal diferencial do Pix por aproximação está na rapidez, reduzindo o tempo de pagamento em lojas e pontos de venda com alta demanda. A funcionalidade aproxima a experiência da dos cartões de crédito e débito por aproximação, facilitando as operações. No entanto, é preciso atenção ao uso do Pix no crédito, pois há cobrança de juros em transações parceladas.