Da redação
O Partido Liberal (PL) e aliados da família Bolsonaro no Rio de Janeiro avaliam uma reestruturação da chapa para as eleições após operações da Polícia Federal envolvendo o ex-governador Cláudio Castro. A decisão ocorre após Castro desistir de disputar o Senado na semana passada, após ser alvo de duas operações policiais.
Com a saída de Castro, o PL estuda os nomes de Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho para disputar a vaga ao Senado. O partido contratou uma pesquisa entre eleitores para definir o substituto. A segunda vaga na chapa oposicionista segue, até o momento, com Márcio Canella, do União Brasil.
Carlos Portinho, inicialmente pretendente à reeleição, havia aberto mão da disputa pelo Senado para dar espaço a Castro. Agora, volta a ser considerado, embora aliados mais próximos a Flávio Bolsonaro defendam a candidatura de Jordy. Sóstenes Cavalcante, por sua vez, relutaria em aceitar devido à proximidade com Silas Malafaia, que apoia Marcelo Crivella.
Marcelo Crivella, do Republicanos, aparece como segundo colocado nas intenções de voto ao Senado, com 26%, segundo pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em junho de 2026. O primeiro lugar é ocupado por Benedita da Silva, do PT, com 34,2%. A pesquisa ouviu 1.680 pessoas, tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais e foi registrada oficialmente no TSE.
No cenário da oposição, integrantes do PL, União Brasil e PP defendem uma reavaliação geral da chapa, incluindo possíveis trocas de Canella e até do candidato a governador, Douglas Ruas, embora sua substituição seja considerada improvável. Crivella lidera as pesquisas para senador, enquanto Paes lidera para governador.
A chapa com Douglas Ruas (PL), Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União Brasil), além de Rogério Lisboa (PP) como vice-governador, foi anunciada em 24 de fevereiro por Flávio Bolsonaro, a quem caberá a decisão sobre eventuais mudanças. O partido prioriza a eleição de senadores para fortalecer a atuação no Senado Federal.





