Da redação
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal opositor à reeleição de Lula no início deste ano eleitoral, intensifica a articulação de palanques estaduais em todo o país. O Partido Liberal prioriza candidaturas próprias aos cargos de governador e senador nos estados. A estratégia, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro — atualmente preso na Papudinha, em Brasília —, visa garantir a presença de Flávio em estados considerados estratégicos.
Por outro lado, a decisão do PL pode colocar em risco alianças regionais com governadores de centro-direita e evidencia maior autonomia do partido frente aos partidos do Centrão. Nos últimos dias, Flávio reforçou as articulações após retornar de uma viagem internacional com o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em Goiás, o partido definiu a pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL-GO) ao governo estadual, lançada no final de fevereiro em evento com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na semana anterior, Morais havia visitado Jair Bolsonaro, saindo do encontro confirmando sua disposição de disputar o Executivo estadual.
Inicialmente, havia expectativa de apoio ao vice-governador Daniel Vilela (MDB-GO), aliado do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD-GO), e cogitava-se uma chapa ao Senado entre o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e Gracinha Caiado (União-GO), primeira-dama do estado. Nesta eleição, cada estado brasileiro elegerá dois senadores.
Com a decisão do ex-presidente Bolsonaro, o PL desistiu da aliança com Caiado e apostou na chapa formada por Morais e Gayer. O partido buscou aproximação com o centro ao lançar Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, como pré-candidata a vice-governadora na chapa pura liderada por Wilder Morais.





