Da redação
O Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) apontou avanços significativos no combate aos desafios ambientais globais, mesmo diante de tensões geopolíticas. Segundo o Relatório Anual de 2025, o multilateralismo ambiental tem potencial para gerar benefícios importantes para a saúde pública, economia e ecossistemas, mas exige respostas coletivas às crises climática, ambiental e de poluição.
O documento destaca a 7ª edição das Perspectivas Globais Ambientais, indicando que políticas ambientais mais ambiciosas podem evitar milhões de mortes e tirar centenas de milhões da pobreza e fome. Entre os avanços, está a criação do Painel Intergovernamental Ciência-Política sobre Produtos Químicos, Resíduos e Poluição, que fornecerá ciência independente para a elaboração de políticas públicas.
Na 7ª sessão da Assembleia da ONU sobre o Ambiente, países aprovaram resoluções sobre minerais críticos, incêndios florestais, resistência antimicrobiana e uso sustentável da inteligência artificial. O acordo internacional BBNJ, para proteger a biodiversidade em alto mar, entrou em vigor em janeiro de 2026. Além disso, com apoio do Pnuma, mais de 170 mil quilômetros quadrados de áreas naturais passaram a ser protegidos, beneficiando 2,3 milhões de pessoas.
O Observatório Internacional de Emissões de Metano detectou vazamentos em 36 países; alertas do Pnuma possibilitaram a reparação de ao menos 19 deles, que liberavam cerca de 1,2 mil toneladas de metano por dia. A Parceria de Metano de Petróleo e Gás 2.0 levou 150 empresas do setor a reportar emissões de forma transparente.
Apesar dos avanços, o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2025 alerta para um aumento global de 2,3 a 2,5°C, acima do limite de 1,5°C. Já o Relatório sobre Adaptação calcula que países precisarão de até US$ 365 bilhões por ano até 2035 para adaptação ao clima. Em 2025, 106 Estados-membros contribuíram para o fundo do Pnuma, número recorde que garantiu ações em 151 países.








