O Podemos do Distrito Federal prepara uma virada de jogo para as eleições deste ano — e o que se ouve nos corredores da política brasiliense pode mudar o tabuleiro da disputa proporcional na capital federal
Após um desempenho apagado no último pleito, quando o partido não elegeu sequer um distrital e amargou uma votação tímida, a sigla reestruturou sua operação e agora apresenta uma nominata que, segundo interlocutores próximos à direção, tem potencial real de entrega. Mas o movimento que mais agita os bastidores é outro: fontes ouvidas pela reportagem afirmam que há conversas avançadas sobre um possível retorno do ex-senador José Reguffe ao Podemos — e, com ele, a expectativa de que o partido conquiste duas cadeiras de deputado federal.
Alinhado ao projeto “Celina Governadora”, o Podemos reuniu nomes com penetração eleitoral expressiva: Robério Negreiros, Professora Suzele, Subtenente Geraldo Alves, Tenente-Coronel Michelo, Renato Barros, Alex Galvão, Manuela Andrade e Ana Paula Marra. A avaliação interna é de que somente esse núcleo já garante ao menos dois distritais eleitos. E há mais: a reportagem apurou que nomes como Telma Rufino já mantêm conversas avançadas para integrar a chapa, o que ampliaria ainda mais o potencial de votos.
A meta traçada por Cristian Viana é ousada, porém calculada: eleger dois distritais na primeira rodada de distribuição de cadeiras e buscar uma terceira vaga nas sobras.
Nos bastidores, Viana é descrito como alguém que “cumpre o que combina” — característica rara na engenharia partidária brasiliense. Sua estratégia vai além da montagem de chapas: ele entrega aos candidatos o que chamam de “enxoval completo” — marketing político, assessoria jurídica e contábil — liberando os postulantes para se concentrarem exclusivamente na campanha. É um modelo de gestão partidária que tem chamado a atenção de quadros de outras siglas.
O fator Reguffe: a peça que muda o jogo
Mas é nos bastidores que circula a informação mais quente. Segundo fontes que acompanham de perto as movimentações, o retorno de Reguffe ao Podemos é tratado com cada vez menos surpresa e mais como questão de tempo. A leitura política é clara: com o capital eleitoral do ex-senador, o partido teria musculatura para pleitear — e conquistar — duas cadeiras de deputado federal, algo que transformaria o Podemos de coadjuvante em protagonista na cena política do DF.
Se confirmado, o movimento representaria não apenas uma reconciliação, mas um salto de patamar para a sigla, que deixaria de disputar apenas o legislativo local para marcar presença efetiva no Congresso Nacional. Os próximos dias devem definir se o rumor vira fato. O que já é certo: o Podemos DF de 2026 não tem nada a ver com o de 2022.





