Da redação
A Polícia Civil afastou três delegados, um investigador e um carcereiro de Mogi das Cruzes após operação do Ministério Público de São Paulo e da Corregedoria da corporação contra supostas regalias ao ex-vereador Milton Leite (União), preso na Cadeia Pública local. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a medida busca garantir a continuidade das apurações.
Na ação, realizada na sexta-feira (16), autoridades apreenderam R$ 155 mil em espécie, cerca de US$ 10 mil (equivalente a R$ 50,7 mil) com um carcereiro suspeito de favorecer Leite e localizaram dois celulares na cela do político. Os três delegados e o investigador atuam na Seccional da Polícia Civil do município. Os nomes dos policiais não foram divulgados, e as defesas dos afastados não foram localizadas.
A operação Vectura Corrupta investiga a infiltração da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte coletivo de ônibus de São Paulo. Conforme a Promotoria, os fatos apurados podem configurar corrupção passiva, ativa e prevaricação. O Ministério Público informou que há indícios de tratamento privilegiado a presos provisórios, incluindo a entrada de visitantes sem vínculo familiar e outras regalias incompatíveis com o regime carcerário.
A defesa do ex-vereador afirma que Milton Leite “não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado” e que está submetido “às mesmas regras e restrições aplicadas a todos os outros custodiados”. Mandados de prisão e busca vinculados à operação foram expedidos para endereços em São Paulo e cidades próximas, atingindo 16 pessoas investigadas, incluindo a suposta relação de Leite com a empresa Transwolff e mencões em áudios e depoimentos, conforme informações da SSP e do Ministério Público.




