Da redação
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos por envolvimento no desaparecimento do comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, 31 anos, em Carapicuíba, região metropolitana. A investigação, agora tratada como homicídio qualificado, aponta que Marcelo foi atraído por um amigo a um imóvel, mantido em cárcere e obrigado a transferir cerca de R$ 8.000 via Pix.
De acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, titular do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, “as diligências indicam uma possibilidade muito maior do evento morte. Por isso, conduzimos a investigação como homicídio qualificado”. Segundo Barbeiro, Marcelo foi levado amarrado e amordaçado a uma área de mata, onde a Polícia Civil acredita que ele tenha sido assassinado. O corpo ainda não foi localizado.
A investigação identificou quatro envolvidos, dos quais três tiveram prisão temporária decretada e já foram presos; um segue foragido. Segundo o delegado Adalto Nogueira, responsável pelo caso, o comerciante foi atraído por Lucas Soares, amigo que vinha recebendo ajuda financeira da vítima. O delegado disse que “a intenção principal não era apenas subtrair os R$ 8.000. A decisão de matá-lo já estava tomada. O dinheiro foi uma consequência daquela ação criminosa”.
Durante as diligências, manchas de sangue foram encontradas no imóvel em que Marcelo teria sido mantido em cárcere. A Polícia Civil aguarda resultados periciais para detalhar as circunstâncias do crime. As buscas pelo corpo seguem em área de difícil acesso, com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, cães farejadores, drones e helicóptero Águia. Os investigadores também descartam o envolvimento de um homem conhecido como “Fumaça”, anteriormente apontado como última pessoa vista com Marcelo.





