Da redação
Onze pessoas foram presas preventivamente durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal que investiga uma organização criminosa suspeita de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Distrito Federal, Goiás e Tocantins. As prisões ocorreram após investigação sobre cobrança de dívidas com juros acima de 20% ao mês, segundo a corporação.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a investigação apontou a participação de brasileiros e colombianos e teve início após a morte de um comerciante de 68 anos, que tirou a própria vida dentro de sua banca comercial, em 21 de março de 2025, após sofrer pressão das cobranças. Consta que, após o óbito, as ameaças se voltaram contra familiares, incluindo envio de fotografias do antigo endereço e presença de integrantes do grupo no local.
A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais identificou um segundo núcleo, formado por colombianos, considerado independente do grupo brasileiro e alvo de uma primeira fase da operação. Segundo os investigadores, a análise de dados bancários, registros telefônicos, câmeras de segurança e documentos revelou uma estrutura hierarquizada, com funções de liderança, gestão financeira, cobrança e intimidação. Foram apreendidos armas, munições, veículos de luxo, registros e listas de devedores.
Entre janeiro e agosto de 2025, as contas identificadas receberam R$ 10,17 milhões em créditos. A operação, denominada Iustitia Victis, contou com 47 ordens judiciais, sendo 12 de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 de bloqueio de ativos financeiros, atingindo 14 pessoas físicas e três empresas. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os suspeitos poderão responder, em tese, por usura, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.





