Início Distrito Federal Polícia Civil estreita investigação em série de ataques a ônibus do DF

Polícia Civil estreita investigação em série de ataques a ônibus do DF


Da redação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga ataques que danificaram 57 ônibus da empresa Urbi na noite de quinta-feira (data não especificada) em pelo menos seis regiões administrativas. Os veículos foram alvos de pedras e bolinhas de gude enquanto transportavam passageiros. Sete pessoas tiveram ferimentos leves por causa dos estilhaços de vidro. A principal hipótese das autoridades é que os atos de vandalismo tenham sido motivados por represália a demissões recentes de funcionários da empresa.

Os atentados ocorreram no Núcleo Bandeirante, Samambaia, Taguatinga, Recanto das Emas, Ceilândia e na via Epia. Após o ataque, representantes do Sindicato dos Rodoviários registraram ocorrência na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. Segundo a PCDF, as investigações estão a cargo das delegacias das áreas afetadas, de forma coordenada e com apoio do setor de inteligência. A Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) criou um grupo de gerenciamento de crise com forças de segurança e representantes da Urbi.

Como medida preventiva, a Polícia Militar reforçou o policiamento nas proximidades das garagens da Urbi, especialmente no Recanto das Emas e em Samambaia. A empresa forneceu imagens das câmeras e dados de GPS dos ônibus para ajudar nas investigações. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, há indícios do envolvimento de um grupo dissidente da diretoria sindical nos ataques.

A governadora em exercício, Celina Leão, afirmou que o Governo do DF não vai tolerar os ataques e exigiu a identificação e punição dos responsáveis. “Não podemos aceitar esse tipo de vandalismo no Distrito Federal. Vamos chegar à autoria e pedir a punição, para que isso sirva de exemplo”, declarou.

A Urbi e o Sindicato dos Rodoviários repudiaram publicamente os ataques. O sindicato destacou que os responsáveis não representam a categoria e buscam projeção política. O advogado Amaury Andrade explicou que, dependendo das provas, os envolvidos podem responder por dano qualificado, lesão corporal, associação criminosa e até tentativa de homicídio, caso seja comprovado dolo.