Da redação
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Caio Vinicius de Oliveira, adolescente de 15 anos, após ele receber atendimento e ser liberado da Unidade de Pronto Atendimento da Vila Prado, em São Carlos, interior do estado. Segundo registro policial, familiares relataram que ele apresentava dores abdominais e vômitos, sendo socorrido e atendido na unidade, onde recebeu medicação intravenosa, ficou cerca de duas horas sob observação e foi liberado.
O quadro de saúde de Caio não melhorou. Conforme o boletim, ele voltou a ter sintomas como tontura, dor no peito e dificuldade para respirar na madrugada seguinte. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado após ele perder a consciência. Equipes tentaram reanimá-lo, mas a morte foi confirmada por médico da Unidade de Suporte Avançado.
A causa da morte foi registrada como “natural” pela equipe de atendimento, informação contestada pela família. Caroliny Oliveira, irmã do adolescente, afirmou nas redes sociais que houve “negligência médica extrema” no atendimento. “Meu irmão estaria vivo se não fosse a negligência médica extrema”, escreveu. A administração municipal informou, por meio de nota, que a Secretaria Municipal de Saúde abrirá sindicância para apurar os fatos.
O corpo do adolescente foi velado e sepultado no Cemitério Municipal Santo Antônio de Pádua. Segundo a Prefeitura de São Carlos, o atendimento foi prestado tanto na UPA quanto pelo Samu, sem detalhamento sobre os procedimentos adotados. Até o momento, ninguém foi afastado das funções pelas instituições envolvidas. Os investigadores aguardam laudos periciais para determinar a causa da morte.





