Da redação
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou nesta terça-feira, 19 de março, a Operação Recall, com o objetivo de combater uma organização criminosa investigada por estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro ligados a sites clonados e boletos falsificados de financiamentos de veículos, em ações conjuntas em cidades de São Paulo.
A execução foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab) e da Polícia Civil paulista. As diligências aconteceram simultaneamente em São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba.
As autoridades cumpriram nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e determinaram bloqueio de contas bancárias usadas pelo grupo. Essas ações buscaram desarticular a estrutura financeira e operacional dos suspeitos, conforme a investigação em andamento.
O inquérito começou após o registro de uma ocorrência em que a vítima relatou ter perdido mais de R$ 22 mil ao tentar quitar o financiamento do próprio veículo. Conforme apurado, os suspeitos utilizavam links patrocinados que simulavam páginas oficiais de montadoras e instituições financeiras para atrair as vítimas.
Ao clicar no site falso, as vítimas eram direcionadas para contatos por WhatsApp, onde forneciam dados pessoais e códigos de verificação. Com as informações, os investigados acessavam sistemas legítimos de financiamento, encaminhando boletos adulterados para pagamentos. Até o momento, 11 vítimas já foram identificadas em diferentes estados do país.
Segundo a Polícia Civil, a organização possuía estrutura hierarquizada, com membros responsáveis por desenvolvimento dos sites, atendimento às vítimas e movimentação financeira. O diretor José Anchieta Nery destacou a importância da integração policial contra crimes digitais. A delegada Luciane Bertoletti afirmou que a operação busca “interromper a atuação do grupo e responsabilizar todos os envolvidos”.






