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Polícia cumpre 17 mandados contra funcionários do BRB por lavagem de R$ 15 milhões

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Da redação

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou na manhã desta quinta-feira (7) a Operação Insider, voltada a investigar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Banco de Brasília. Os alvos são dois funcionários do banco, um servidor federal e empresários que, segundo a investigação, teriam movimentado cerca de R$ 15 milhões de forma irregular.

A investigação teve início após uma auditoria interna do Banco de Brasília identificar operações financeiras atípicas em uma agência na região administrativa de Ceilândia. Conforme apurado, o gerente da unidade e um colega ignoravam normas de segurança para facilitar a movimentação de recursos considerados suspeitos, com uso de depósitos fracionados e dinheiro em espécie.

Os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante as ações, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e restringiu a transferência de oito veículos de alto padrão. Um imóvel de luxo no Distrito Federal também foi alvo de sequestro judicial.

Nenhuma prisão temporária ou preventiva foi decretada nesta etapa da operação. Segundo informações da Polícia Civil, o objetivo neste momento foi recolher provas e garantir medidas cautelares para impedir movimentações financeiras que possam prejudicar o ressarcimento ao erário.

Em nota, o Banco de Brasília afirmou que uma atuação proativa da equipe de compliance em maio de 2025 originou a apuração policial. O banco declarou: “Colaboramos integralmente para punir os responsáveis pelas operações na BRB DTVM e não toleramos desvios de conduta.” A polícia apura a ligação entre funcionários e empresas de fachada envolvidas.

O Governo do Distrito Federal afirmou que não permitirá conivência com irregularidades em órgãos ou instituições financeiras do estado. As penas previstas para os crimes investigados podem chegar a 30 anos de reclusão. O monitoramento das movimentações financeiras de servidores permanece entre as prioridades das autoridades.