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Polícia diz que tentou prender suspeitos de estupro após relato, mas apartamento já estava vazio


Da redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um suposto estupro coletivo que teria ocorrido na noite de 31 de janeiro em um apartamento alugado por aplicativo em Copacabana. A vítima, uma adolescente de 17 anos, relatou o crime a familiares e amigos cerca de uma hora após o episódio e compareceu à delegacia ainda na mesma noite, segundo o delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages.

Imagens de câmeras de segurança mostram a chegada dos suspeitos e da vítima ao local por volta das 19h24, e a saída do grupo após 20h. De acordo com relatos, a jovem teria sido forçada a manter relações sexuais com todos os presentes, além de sofrer agressões físicas, incluindo socos e chutes. A vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito, que confirmou lesões compatíveis ao relato, incluindo ferimentos nas regiões genital, glútea, dorsal e suspeita de fratura na costela.

Quatro homens e um adolescente de 17 anos são apontados como suspeitos. Dois deles, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, se apresentaram à polícia nesta terça-feira (3) e foram presos em delegacias da zona sul da cidade. Outros dois, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Alegretti, permanecem foragidos, mas a polícia negocia suas entregas com o advogado de defesa.

O delegado Ângelo Lages negou informações que circulam nas redes sociais sobre fuga dos suspeitos para fora do país. Matheus foi transferido para a cadeia de custódia de Benfica, na zona norte, onde aguarda audiência de custódia.

A polícia também investiga dois outros casos de estupro envolvendo alguns dos mesmos suspeitos. Um deles teria ocorrido em 2023 no apartamento de Matheus Martins, e outro foi relatado ter acontecido em um salão de festas, sem data detalhada pela investigação.