Por Alex Blau Blau
Sindicatos de todo o país se reúnem para deliberar próximos passos após o governo abrir canal de negociação
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) deu um passo decisivo na última quarta-feira (26/3), ao aprovar o estado de greve, sinalizando uma possível paralisação das atividades da Polícia Federal em todo o Brasil. O objetivo é claro: pressionar o governo federal por melhorias urgentes, focando na valorização da carreira e no tão aguardado reajuste salarial.
A decisão, tomada após um encontro de três dias no Distrito Federal com representantes dos 27 sindicatos federais, que se encerrou na quinta-feira (26/3), busca mobilizar o executivo a apresentar propostas concretas. Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef, confirmou que o governo já abriu um canal de comunicação e que as negociações estão em andamento com dois importantes ministérios.
“Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação. Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, declarou Avelino. A expectativa é que, na próxima semana, assembleias em todos os sindicatos deliberem sobre novas providências, dependendo do avanço das negociações.
Curiosamente, essa movimentação ocorre em um cenário onde a Polícia Federal desfruta de alta confiança popular. Um levantamento recente da AtlasIntel, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, apontou a PF como a instituição mais confiável entre os brasileiros. No entanto, segundo a Fenapef, esse reconhecimento social não se traduz em medidas concretas de valorização por parte do governo, o que gera uma incoerência na missão institucional da categoria.
A demanda por reconhecimento e condições adequadas é vista pelos representantes como um fator essencial para manter a excelência e a importância estratégica da atuação da Polícia Federal no país.





