Da redação
A Polícia Federal intensificou investigações sobre suspeitas de uso irregular de recursos de cotas e emendas parlamentares destinadas a Estados e municípios. Em apenas dez dias de julho, realizou operações em sete Estados e no Distrito Federal por indícios de desvios de ao menos R$ 379 milhões.
Na sexta-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, por suspeita de indicação indevida do destino de emendas parlamentares originalmente reservadas a deputados. Antes, na quinta-feira (9), operação no Rio de Janeiro mirou o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado como mandante da morte da vereadora Marielle Franco em 2018. Ele e outros são investigados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações ocorrem em paralelo ao recorde de pagamentos de emendas pelo governo federal. De acordo com informações do Siga Brasil, sistema mantido pelo Senado Federal, em 2026, até 4 de julho, foram destinados R$ 33,89 bilhões do Orçamento da União a projetos definidos por parlamentares. O montante é o maior já liberado em períodos pré-eleitorais.
O governo federal, embora responsável pela execução do orçamento, não é obrigado a efetuar todos os pagamentos de emendas. Os dados oficiais não detalham quais parlamentares recebem os recursos, nem especificam as justificativas para eventuais bloqueios ou liberações.




