Da redação
Investigadores da Polícia Federal solicitaram ao Ministério da Saúde os processos de contratação da Star Pharma, distribuidora de medicamentos citada na operação Carbono Oculto e vinculada aos investigados Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. A informação é da Delecor (Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros), responsável pela análise dos contratos, mantida sob sigilo.
Segundo o Ministério da Saúde, foram entregues documentos digitais referentes às licitações vencidas pela Star Pharma e aos trâmites para fornecimento de insulina e preservativos ao SUS, que somam seis contratos firmados entre abril de 2024 e maio de 2026, totalizando cerca de R$ 220 milhões. A pasta afirmou não haver indícios de irregularidades e declarou que “os contratos foram realizados por meio de licitação pública em que a vencedora apresentou preços cerca de 30% menores”.
O Ministério Público de São Paulo incluiu a Star Pharma em uma lista de empresas possivelmente ligadas a Mourad, um dos alvos da investigação, atualmente foragido. Andrea Cristina Alves Borges, sócia da Star Pharma até novembro de 2025, é apontada pela Promotoria como “laranja” em empresas do grupo de Primo e Beto Louco, embora não tenha sido alvo direto de operações policiais. As investigações miram suspeitas de crime organizado, adulteração de combustíveis e movimentação financeira via fintechs.
Com sede em Barueri (SP), a Star Pharma representa empresas estrangeiras no fornecimento de insulina ao SUS. Andrea foi responsável pela maioria dos acordos firmados com o ministério e possui históricos de representar empresas de diferentes segmentos associados ao grupo investigado. Após sua saída da sociedade, Emanuela Medrades assumiu o controle da empresa.




