Por Alex Blau Blau
Relatório final foi encaminhado ao Ministério da Justiça, que será responsável pela decisão definitiva sobre a permanência do ex-deputado nos quadros da corporação
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e encaminhou ao Ministério da Justiça a recomendação para que ele seja demitido do cargo de escrivão da instituição. A definição, no entanto, ainda depende de análise e decisão do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
O procedimento disciplinar foi aberto após Eduardo deixar o mandato parlamentares . Conforme a legislação, ele deveria retornar às atividades na Polícia Federal, no estado do Rio de Janeiro, mas isso não ocorreu, dando origem à apuração por suposto abandono de cargo.
Integrante da Polícia Federal desde 2010, após aprovação em concurso público, Eduardo permaneceu licenciado enquanto exerceu sucessivos mandatos na Câmara dos Deputados. Com o fim da atividade parlamentar, o retorno à função passou a ser exigido pela corporação.
Desde fevereiro deste ano, o ex-deputado está afastado do cargo por determinação administrativa. Entre as medidas adotadas durante o processo estiveram o recolhimento da carteira funcional e da arma institucional.
A recomendação elaborada pela Polícia Federal encerra a fase interna da investigação administrativa. O processo agora será examinado pelo Ministério da Justiça, que avaliará a regularidade dos procedimentos antes de decidir se acolhe ou não a sugestão de demissão.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o Brasil alegando perseguição política. Mais recentemente, o governo norte-americano concedeu residência permanente ao ex-parlamentar, à esposa e aos filhos por meio do chamado green card, documento que autoriza a permanência definitiva e o exercício de atividade profissional no país.
Além da esfera administrativa, Eduardo também responde a desdobramentos judiciais. Em junho deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o entendimento da Corte, houve tentativa de influenciar autoridades brasileiras durante o andamento de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.





