Por Alex Blau Blau
Nova representação envolve suspeitas de tráfico de influência relacionadas a contratos de empresa parceira com a administração pública federal
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um novo pedido para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A solicitação busca a instauração de um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo empresas ligadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a representação apresentada ao Supremo, os investigadores pretendem esclarecer se Lulinha utilizou sua proximidade com o chefe do Poder Executivo para favorecer negócios de empresas parceiras. Uma delas, do ramo de tecnologia, possui contratos vigentes com o governo federal que somam mais de R$ 55 milhões.
A nova iniciativa da Polícia Federal amplia a frente de investigações já existentes. Na semana passada, o ministro André Mendonça autorizou outro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva em fatos relacionados ao Ministério da Saúde. Nesse caso, as apurações envolvem um suposto favorecimento ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Agora, os investigadores concentram esforços para verificar se houve atuação indevida em favor de empresas privadas que mantêm contratos com a União e se a imagem ou o nome do presidente da República teriam sido utilizados para facilitar negociações comerciais e investimentos.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que as investigações carecem de fundamento. Os advogados sustentam que o filho do presidente vem sendo alvo de sucessivas apurações apenas por sua relação familiar com o chefe do Executivo.
Em manifestação pública, a defesa também declarou respeitar a autonomia da Polícia Federal, mas argumentou que determinados setores da corporação estariam conduzindo uma série de investigações sem elementos suficientes para justificar a continuidade dos procedimentos.
A decisão sobre a abertura do novo inquérito caberá ao Supremo Tribunal Federal, que analisará o pedido apresentado pela Polícia Federal antes de definir os próximos passos da investigação.





