Da redação
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na noite de quarta-feira (13), a madrasta de 43 anos e a avó paterna de 81 anos de Douglas Kratos, de 11 anos, encontrado morto em casa na segunda-feira (11), no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo. Elas são investigadas por supostamente acobertarem maus-tratos à criança.
As duas mulheres foram localizadas na residência de parentes, em Santo André, no ABC paulista, e encaminhadas ao 50º Distrito Policial (Itaim Paulista). O pai do menino, Chris Douglas, motorista de aplicativo de 52 anos, já havia sido preso na segunda-feira, sob suspeita de tortura e de ser o responsável pela morte do filho.
Segundo a Polícia Civil, o corpo de Douglas Kratos apresentava diversos hematomas. Na delegacia, o pai afirmou ter acorrentado o menino ao pé da cama para impedir que ele saísse de casa, conforme relato policial. A defesa dos investigados não foi identificada até o momento.
O boletim de ocorrência aponta que um familiar acionou o Samu após a criança passar mal. Uma médica compareceu ao endereço, no bairro Cidade Kemel, e constatou o óbito, notando sinais de maus-tratos, incluindo hematomas em diferentes partes do corpo e espuma na boca. Não foi possível precisar a causa da morte na ocasião.
O pai admitiu à polícia que mantinha o filho acorrentado, mas negou tortura física. A mãe dele e a madrasta confirmaram que a criança ficava presa ao mobiliário — segundo a madrasta, ora pelo pai, ora pela avó —, embora ambas tenham negado conhecimento de agressões. Ela ainda relatou lesões nas pernas do menino devido ao uso das correntes.
A casa possui sistema de monitoramento por câmeras. Investigadores apreenderam celulares, computadores, tablets e a corrente utilizada. Conforme informado pela Polícia Civil, sinais evidentes de maus-tratos, confissão sobre o uso de corrente e indícios de sofrimento físico e mental configuram, em tese, tortura qualificada pelo resultado morte.







