Da redação
A antiga mansão de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles, foi revistada nesta sexta-feira (20) pela polícia britânica. A ação ocorreu após a circulação mundial de uma foto que mostrava Andrew deixando uma delegacia. Ele havia sido detido na quinta-feira (19), dia em que completou 66 anos, suspeito de má conduta no exercício de cargo público.
Segundo as investigações, Mountbatten-Windsor teria enviado documentos confidenciais do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein, à época em que era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Após mais de dez horas na delegacia, Andrew foi libertado sob investigação, sem acusação formal. Imagens registradas pela Reuters mostraram o ex-príncipe com expressão abalada ao deixar a delegacia.
Apesar de sempre negar envolvimento em irregularidades relacionadas a Epstein, Andrew foi alvo de novos questionamentos após a divulgação de milhões de documentos pelo governo dos Estados Unidos. Os arquivos apontam que ele teria encaminhado a Epstein relatórios sobre oportunidades de investimento em diversos países, mesmo após a condenação do financista, em 2008, por solicitação de prostituição de menor.
A prisão temporária de Andrew, oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, é inédita na história recente da monarquia. O último caso semelhante ocorreu em 1649, quando Carlos I foi preso e executado por traição. No ano passado, o rei Charles retirou o título de príncipe do irmão e ordenou sua saída da residência oficial em Windsor.
Em comunicado, Charles afirmou ter recebido a notícia da prisão de Andrew com “profunda preocupação” e declarou: “Deixe-me afirmar claramente: a lei tem que seguir seu curso. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes.”






