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Policiais civis são investigados por escolta e simulação de apreensão de contrabando em SP


Da redação

O Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Civil realizaram operação para investigar policiais civis suspeitos de facilitar esquemas de contrabando mediante propina. Segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os agentes simulavam apreensões de produtos ilícitos e escoltavam cargas com viaturas da corporação.

Sete pessoas tiveram prisão preventiva decretada, sendo quatro policiais civis. Foram autorizadas buscas em 18 endereços, incluindo delegacias em Embu das Artes, Santana de Parnaíba e o 2º distrito policial de Cotia. Os policiais Bruno Moreno dos Santos, José Adriano da Silva Nishi, Vagner Ramalho e Marcos Vinícius de Souza Melo estão entre os alvos. O advogado Sidiclei da Costa Almeida é apontado como intermediador de propina entre a quadrilha e os policiais, conforme o Gaeco.

A investigação teve início após a prisão pela Polícia Federal de Thiago Marcel Magnabosco, considerado chefe do grupo, em dezembro de 2024. Mensagens apreendidas no celular de Magnabosco ligaram o esquema a policiais civis de São Paulo. Segundo o Gaeco, em um dos episódios, Santos e Nishi teriam cobrado R$ 400 mil para liberar um caminhão com aproximadamente R$ 600 mil em produtos contrabandeados. Houve outros episódios semelhantes em julho e agosto, segundo as investigações.

O Gaeco afirma que, em troca de propina, os agentes escoltavam cargas para garantir a chegada dos produtos à cidade de São Paulo, evitando fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. O investigador Vagner Lima foi afastado do cargo após ser apontado pelo Ministério Público por acessar 13 vezes o sistema Muralha Paulista para monitorar a localização de um caminhão apreendido. As estimativas do Gaeco indicam ao menos R$ 2,3 milhões pagos em propina aos agentes.