Policiais teriam inserido dados falsos em controle de monitoramento penitenciário, apontam investigações


Da redação

Relatórios internos sigilosos revelam suspeitas de adulteração de registros no sistema de monitoramento de presos por agentes penitenciários do Rio Grande do Sul. Segundo as investigações, policiais teriam inserido dados falsos na plataforma utilizada para acompanhamento da localização e do cumprimento de medidas cautelares dos detentos, prejudicando o controle remoto e levantando dúvidas sobre possíveis irregularidades no sistema prisional.

O sistema de monitoramento conta com ferramentas digitais para registrar horários de visitas, participação em atividades de ressocialização e localização via tornozeleira eletrônica. A manipulação dessas informações pode comprometer relatórios gerenciais e mascarar violações de protocolos, dificultando o acompanhamento judicial de presos.

A apuração é conduzida por órgãos internos vinculados à administração penitenciária, com participação de auditores e peritos forenses. Eles analisam logs de acesso, cruzamento de dados e sistemas redundantes para identificar servidores envolvidos, o período das fraudes e o impacto sobre a segurança pública.

Legalmente, a inserção deliberada de dados falsos configura crime de falsidade ideológica, além de poder resultar em responsabilização civil e criminal dos agentes, bem como em processos administrativos disciplinares. Já foram identificados possíveis favorecimentos a detentos, facilitando esquemas ilícitos como entrada de contrabando, comunicação clandestina e até fugas.

Diante das suspeitas, a secretaria responsável promete revisar protocolos, reforçar a segurança da informação e implementar mecanismos de alerta no sistema. As conclusões das investigações devem subsidiar melhorias e restabelecer a confiança da sociedade nas instituições de controle prisional.