Da redação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu pelo menos quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que utilizava a estrutura estatal para inserir drogas e celulares no sistema prisional do estado. O principal alvo foi o policial penal Wagner Jardim Dias, detido em casa, no bairro de Pendotiba, em Niterói, apontado pelas investigações como responsável por viabilizar a entrada dos materiais nas unidades prisionais.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com apoio da Subscretaria de Inteligência da Polícia Penal, que cumpriram quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão na capital e na região metropolitana. As medidas foram determinadas pela 1ª Vara das Garantias da capital, que indicou o risco de destruição de provas, possibilidade de interferência entre os investigados e a necessidade de identificar outros integrantes do grupo.
Segundo a Draco, o grupo atuava com estrutura organizada e divisão de tarefas entre visitantes cadastradas, colaboradores externos e o agente público investigado. A investigação identificou transferências bancárias de cerca de R$ 260 mil recebidas por Wagner, sem justificativa econômica compatível com sua capacidade financeira, além de outras movimentações detectadas como relevantes para o inquérito.
Wagner já havia sido preso em novembro de 2025 pelo mesmo inquérito e permaneceu detido até fevereiro deste ano. A apuração começou após mulheres tentarem introduzir cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares no presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, episódio em que denúncias permitiram a apreensão dos materiais antes que chegassem aos detentos.





